Vocês já sabem da minha paixão por museus casas não? O Museo Nacional de Arte Decorativo de Buenos Aires foi uma grata surpresa. Consegui visita-lo durante minha viagem relâmpago da semana passada.

O museu abre diariamente às 14:00, as entradas custam 20 pesos (achei muito barato), fiz um tour guiado gratuito com duração de 30 minutos. Muito bom para quem quiser saber um pouco mais sobre a família e a construção.

O museu é a antiga residência da família de Josefina de Alvear e seu marido Matías Errázuriz Ortúzar. O palacete situado na Avenida del Libertador foi construído entre os anos de 1906 e 1916 durante o período que a família morou em Paris em missão diplomática.

A construção caracteriza um típico hôtel particulier, palacetes urbanos de uso familiar comumente construídos por nobres e famílias da alta burguesia parisiense. A família Alvear Errázuriz trouxe da França e Italia todos os materiais usados na construção. Mármores raros, madeiras, metais, elevadores, modernos sistemas de aquecimento e aspiração central dos ambientes, além de todos artesãos, arquitetos, paisagistas e decoradores europeus para a construção.

Tapeçarias Gobelins, esculturas de Rodin, pinturas de Manet, El Greco são só um pequeno exemplo do que esse palacete guarda. O Gran Hall foi inspirado nos salões da Inglaterra do século XVI da dinastia Tudor. Os salões destinados às recepções foram decorados em diversos estilos franceses dos séculos  XVII e XVIII, o mobiliário todo trazido da Europa.

A visita só não foi melhor porque alguns ambientes do palacete estão fechados por falta de verba para conservação e contratação de funcionários. O museu é administrado pelo governo argentino.

Bonus Track:

Almoce ou faça uma pausa para um café com doce no gracioso Croque Madame instalado no jardim do museu. O ambiente é um encanto e a comida bem gostosa. Saladas, sanduíches diversos, massas e vinhos estão no cardápio. As mesas externas são uma delícia e a trilha sonora ótima! Por mim teria ficado ali a tarde inteira de bobeira.

E aqui o snapchat da visita. Ahhh não se esqueçam de se inscrever no canal 😉

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Pérez museum e Wynwood em continuando a vibe “tentando gostar mais de Miami” separei um dia para visitar o museu e ir novamente ao bairro dos grafites, essa é uma forma boa de já matar dois itens da lista de passeios na cidade.

pérez museum e wynwood

Pérez Art Museum Miami ou simplesmente PAMM

O prédio é bem sensacional projeto dos incríveis Herzog & de Meuron autores de outros projetos de museus espetaculares pelo mundo como o Tate Modern de Londres e o Caixa Forum de Madrid entre outros. Em todas as fachadas do prédio vemos as instalações paisagísticas do francês Patrick Blanc, os jardins pendurados são realmente maravilhosos.

Achei o acervo permanente com obras do século XX e XXI bem acanhado. Já as mostras temporárias estavam excelentes em particular a de Julio Le Parc e Sarah Oppenheimer. Amei muito mesmo, por isso ao programar sua viagem consulte o site para saber as exposições do período. A lojinha do museu é incrível cheia de opções legais de livros e objetos decorativos. O museu tem um pequeno e simples café e um restaurante.

Se for fã de basquete a poucos metros do museu fica a Arena American Airlines casa do time Miami Heat com uma loja imensa do time.

Wynwood Arts District

Depois do museu parti para passear em Wynwood, que fica a menos de 10 minutos do museu. O bairro é conhecido pelos grafites, restaurantes e lojas de todos os tipos. Almocei no Joey’s um restaurante italiano pequeno e simples, as mesas da área externa são bem agradáveis.

O programa aqui é passear pela 2nd Avenue entre a 22th Street e 29th Street onde estão concentradas a maioria das galerias de arte e lojas. Também tomei um iced coffee delicioso no Mister Block Cafe. O site The Wynwood Walls reune uma pequenas biografia de vários grafiteiros com obras pelo bairro.

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Eu amo museus casas, amo num nível “quero viver pra sempre dentro deles”. Posto isso, no meu primeiro dia de passeios na Cidade do México foram três museus/casas and um drink para terminar a maratona num restaurante instalado onde? Sim, numa antiga residência familiar. Como eu só tive dois dias e meio na cidade condensei os passeios mas se você tiver mais tempo pode dividir em vários dias. Arriba, arriba, vem comigo conhece-los.

museus casas frida kahlo

1. Museo Frida Kahlo.

Dizem que o pai da Frida, Carl Wilhelm Kahlo ou Guilhermo Kahlo como era conhecido, foi um cara muito gente boa, fotógrafo, pintor nas horas vagas, à frente de seu tempo. Era dele a Casa Azul que Frida nasceu, viveu a maior parte da vida e morreu. A casa é um exemplar típico do colonial espanhol misturado ao estilo mexicano, com jardins e pátios internos, que só são descobertos após cruzarmos a pequena entrada. É meio mágico, a gente entra na casa para sair nos jardins.

Todos os cômodos tem portas que se abrem para eles. Os ambientes mantém o mobiliário da época, a cozinha e sala de jantar são um encanto. Roupas da Frida, objetos pessoais e seu material de pintura e desenhos estão espalhados por toda a casa além de várias obras da artista. Fiquei uma hora só curtindo o jardim, que tem um pequeno e gostoso café e a loja do museu.

Algumas informações práticas. É necessário comprar as entradas antecipadamente no site do museu, clica ali no nome dele que você será redirecionado, a fila para quem não tem ingresso é gigantesca não importa o dia nem o horário, é sempre um sufoco entrar sem compra antecipada. Com seu ingresso impresso em mãos é só chegar no horário marcado e entrar direto até a catraca, não precisa pegar a fila.

Depois do Museu Frida Kahlo fui para a Casa Léon Trotsky…

2. Casa Trotsky.

A Casa de Léon Trotsky fica só a algumas quadras da Casa Azul então é legal combinar esses dois passeios. Trotsky, sua esposa Natalia Sedova e netos vieram exilados para o México e passaram algum tempo hospedados na casa de Frida. Quando Diego Rivera marido de Frida descobriu que o comunista estava de caso com ela o tempo fechou geral e a trupe teve que procurar outro local para morar. (Desculpem o momento fofoca mundana)

A casa é pequena com um jardim bem grande e para os desavisados pode parecer meio abandonada mas não é bem assim. Ela conserva todo o mobiliário original, objetos pessoais, até a roupa de cama. As marcas dos tiros de um dos atentados que Trotsky sofreu também estão ali. As portas blindadas, as janelas com barras de ferro e as sentinelas construídas no telhado nos dão o retrato fiel do pequeno bunker que a casa de tornou e como seus moradores viviam.

No jardim fica o memorial onde as cinzas de Trotsky e Natalia estão enterrados sob a foice e o martelo e a bandeira vermelha. Achei poético, achei comunista de raiz. No prédio onde fica a entrada do museu ficam expostas fotos, documentos e mais objetos, bem interessante.

A visita é rápida, eu fiquei 1:30 h mais ou menos e não precisa comprar ingresso antecipado.

Bonus Track: Após essas duas visitas parei para almoçar e conhecer o Mercado Coyoacán, sugiro que façam o mesmo, falei com detalhes nesse post: 3 LUGARES PARA COMER BEM E BARATO NA CIDADE DO MÉXICO

Tem fôlego ainda? Então vem comigo conhecer a casa do Diego…

3. Casa Museo Estudio Diego Rivera e Frida Kahlo.

Na verdade são três magnificas casas modernistas em um grande terreno, o projeto é do arquiteto Juan O’Gorman, conhecedor da vanguarda européia e Le Corbusier. As casas tem pilotis, grandes planos de vidro, lajes planas, concreto armado, enfim um beleza modernista no centro de um bairro tradicional mexicano o San Ángel.

Juan que era amigo de adolescência de Frida, primeiro construiu a própria casa no terreno. Com segundas intenções convidou Diego para conhece-la e ofereceu o projeto de um estúdio casa para o casal, cobrando apenas o valor do terreno. Diego aceitou e assim foram construídas as duas outras casas, a pequena casa azul de Frida e a casa de Diego interligadas por uma passarela suspensa.

O acervo é bem completo e sempre há mostras temporárias interessantes como o de artefatos pré-hispânicos que vi. A sala estúdio de Diego é um desbunde com uma imensa parede de vidro que trás um luz incrível para o ambiente.

Para esse museu também não há necessidade de compra antecipada de ingressos.

Mais um momento fofoca. Frida viveu nessa casa até descobrir que Diego mantinha um caso com sua irmã. Frida catou as trouxas e voltou para a grande casa azul de Coyoacán, seu pai ainda era vivo na época e a acolheu.

Chegaram até aqui? Parabéns!!

Bônus Track: Ao lado da casa de Diego fica o Restaurante San Angel Inn  . A casa em estilo colonial mexicano foi sede uma antiga fazenda produtora de pulque, um convento carmelita, um hotel e desde 1963 é um restaurante bem tradicional da cidade. Aproveite e entre para conhecer os jardins lindos da propriedade e tomar um drink num dos sofás instalados ao redor no pátio central e observar um pouco o modo de vida do mexicano. Na minha próxima vez vou almoçar nele.

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Várias pessoas me perguntam como faço pros meninos gostarem de museus, sinceramente, não sei. Simplesmente compro as entradas e os deixo bem livres, não imponho trajeto nem fico dando muitas explicações sobre arte. Tipo aprender por osmose, sabe? Também não considero museus de cera, do acredite se quiser e afins museus (de verdade).

Selecionei quatro museus em NYC que considero mais fáceis para crianças e até pré adolescentes, meu caso no momento.

Como regra geral consultem sempre os sites para verificar os dias em que os museus e parques fecham antes de programar a visita!

Cooper Hewitt

O Cooper Hewitt é um museu de design que faz parte da Smithsonian Institution o maior complexo de museus e pesquisas do mundo. Ele está instalado na antiga mansão de Andrew Carnegie um industrial do aço e filantropo. Esse museu é incrível porque mostra o design em várias frentes, arquitetura, objetos, moda, artes gráficas que são assuntos bem cotidianos e fáceis para as crianças. Espalhadas por todo o museu ficam mesas digitais onde podemos interagir, criar objetos e salvar tudo isso numa caneta digital. Nessa caneta também podemos salvar os códigos de todas as obras que mais gostamos para depois acessar o site do museu e ter informações complementares. Várias obras são interativas e dependem do visitante para existir. Além das que podemos também levar uma parte para casa. O jardim do museu é lindíssimo e ótimo para descansar e tomar um sorvete no verão. É um museu que está super adequado à realidade online das crianças hoje em dia. E tinindo de novo, as obras de reforma terminaram em 2015.

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Jardim lindo do Cooper Hewitt

Guggenheim

Esse é o meu xodó, a começar pelo prédio lindo projetado por Frank Lloyd Wright, com o volume redondo branco enorme ícone de NYC. É um museu pequeno comparado com o Metropolitan por exemplo. Tem clássicos como: Picasso, Kandinsky, Monet, Cézanne, Gauguin, Miró, Manet entre outros mas em pequenas quantidades o que é ótimo pois não cansa as crianças e a forma peculiar de fazer a visita também é outro ponto positivo. Entre no hall central da rotunda, pegue o elevador e suba até o último andar, comece a visita por cima e vá descendo a rampa espiral entrando nas pequenas salas adjacentes e descobrindo todas essas obras do acervo permanente. Nas paredes da rampa ficam na maioria as obras de mostras temporárias. Pra quem tiver pouco tempo e não quiser ver as obras, entre ao menos no hall principal, não paga nada, tem banheiro e wifi, aproveite e olhe pra cima, a rotunda de vidro é linda e você terá ao menos conhecido um projeto de um grande arquiteto!

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O lindíssimo vão central com a rotunda de vidro

Whitney Museum

O Whitney fica no Meatpacking District num prédio lindo e novo projetado pelo Renzo Piano. É amplo e iluminado, super agradável de passear por ele, os elevadores são gigantescos! Renzo projetou esse edifício com vários terraços com escadas externas e muitas obras de arte estão neles, então o programa aqui é subir tudo pelas escadas externas aproveitando a vista do bairro e do rio Hudson. As obras do Whitney são dos séculos 20 e 21 de artistas americanos, então é um museu bem dinâmico e interessante para as crianças, tem esculturas, pinturas, instalações e fotografias. E juntar o museu com uma caminhada na Highline até chegar ao Chelsea Market é perfeito.

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Um museu cheio de painéis de vidro e amplitude

Brooklyn Museum

O museu do Brooklyn é enorme e impossível conhece-lo todo numa única visita ainda mais com crianças pequenas mas conta com uma curadoria de obras contemporâneas ótima e dinâmica, salas e obras interativas muito legais. No quarto andar ficam um conjunto de 23 ambientes de casas americanas perfeitamente decorados, são do século 17 ao 20, é bem incrível. E ele também tem uma galeria só de arte feminista ótima. Além de várias obras com um engajamento politico mais forte. Nos emocionamos algumas vezes durante a visita. O café do museu é muito bom também. Para terminar o passeio e desopilar as crianças, o Brooklyn Botanical Garden fica ao lado e é maravilhoso para as crianças correrem sem rumo e darem um pouco de descanso pra nós.

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Obras dinâmicas e coloridas no Brooklyn

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Que emoção ver o trabalho de Burle Marx em New York. Acontece até dia 18 de Setembro de 2016 a exposição Roberto Burle Marx: Brazilian Modernist. É primeira grande exposição de trabalhos de Burle Marx fora do Brasil.

O The Jewish Museum  de Nova Iorque mostra uma retrospectiva do trabalho do arquiteto que inclui projetos de paisagismo, desenhos, trabalhos em cerâmica, tecelagem, pintura e joalheria. A entrada custa US$15,00 e vale cada centavo, a exposição está linda e super completa.

Burle Marx (1909-1994) foi o grande landscape architect do modernismo brasileiro o que pode ser traduzido como arquiteto de paisagem.

burle marx em new york

Tapeçaria executada para a prefeitura de Santo André – S.P.

burle marx em new york

Gravuras, projetos paisagísticos e esboços

burle marx em new york

Peças de joalheria e esculturas executadas por Burle Marx

burle marx em new york

Imagem do site The Jewish Museum

O acervo permanente do museu é super completo, com peças lindas e que ilustram a história do povo judeu de forma singular. Foi a primeira vez que visitei esse museu, a partir de agora sempre ficarei de olho nas mostras temporárias.

Êxodo de Lasar Segall

Bônus Track

No subsolo do museu tem uma unidade do Russ and Daughters com ótimas opções para almoço, lanche rápido e café. Russ and Daughters é gerida à quatro gerações pela mesma família. A loja da Houston Street uma instituição tombada pelo National Register of Historic Places.

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