No nosso segundo dia de passeios em Sevilla deixei as visitas mais rápidas e bastante tempo para caminhar pelas ruas de diferentes bairros.

Plaza de España

Começamos o dia visitando a Plaza de España e o enorme edifício semi-circular construído por ocasião da Exposição Ibero-Americana de 1929. Infelizmente o canal estava em trabalhos de limpeza e os barquinhos de passeio fora de serviço.

Hoje no edificio funcionam departamentos do governo. Em sua fachada estão representadas todas as províncias espanholas. As 4 pontes que atravessam o canal simbolizam os 4 antigos reinos que deram origem ao que hoje é a Espanha. Não deixem de passear pelo lindo parque Maria Luiza onde a praça está situada.

Para os fãs de cinema a praça foi locação de Laurence da Arábia e Star Wars!

Arquivo das Índias

O prédio em estilo renascentista é tombado pelo patrimônio histórico da UNESCO teve sua construção iniciada em 1572 e finalizada em 1646. Inicialmente a Casa Lonja de Mercadeiros era o ponto principal das transações comercias da Espanha com o novo continente, a bolsa de valores da época. Só em 1785 o Arquivo Geral das Índias passa a ocupar o edifício. Abrigando toda a documentação histórica sobre a Espanha e suas colônias. Tesouros como o Tratado de Tordesilhas e o Diário de Cristovão Colombo são só uma pequena amostra da importância desse arquivo.

A entrada é gratuita e a visita passa pelas salas mais bonitas do edifício, foi uma visita emocionante. Vi documentos que relacionavam palavras indígenas brasileiras ao correspondente espanhol, a reprodução do Tratado e vários outros documentos. Pensar que aquilo tudo faz parte da nossa história é incrível.

Todo o arquivo pode ser consultado digitalmente e os originais ficam protegidos da ação do tempo.  E passam constantemente por processos de restauração e preservação.

Mercado Lonja del Barranco

Após visitar o Arquivo fomos caminhando até o Mercado Lonja del Barranco que fica na Ponte Isabel II por onde atravessamos para o bairro de Triana.

Aqui nesse post Restaurantes em Sevilla – 5 ótimas opções falo em detalhes sobre o mercado.

mercado lonja del barranco sevilla

Bairro Triana

Após o almoço passeamos pelo bairro boêmio de Sevilla. A Calle San Jacinto é cheia de cafés, restaurante e lojas, bem gostoso passear por ali. Já na Calle Bettis às margens do canal é uma ótima opção para curtir tapas e drinks no fim do dia. O visual de Sevilla vista desse ponto é lindo.

passeios em sevilla bairro triana

Plaza del Toros e arredores

Depois de Triana seguimos para a Plaza del Toros, apenas passeamos por fora e só conhecemos o hall de entrada. Não concordo com o “esporte” portanto não paguei para entrar num recinto que por séculos foi palco de maus tratos animais.

Já as ruelas ao redor da Plaza são bem interessantes, muitos galpões e depósitos foram transformados em lojas charmosas e escritórios. Pra quem gosta de explorar é um prato cheio.

plaza del toros sevilla

Setas de Sevilla

Depois da Plaza seguimos para o Setas de Sevilla também conhecido como Metropol Parassol. A maior estrutura de madeira do mundo. Ele em si impressiona mais nas fotos do que pessoalmente. Mas o passeio valeu porque andamos por ruas menos turísticas e pudemos sentir mais o clima da cidade.

No subsolo do Setas existe uma escavação onde foram descobertas ruínas romanas. E construções islâmicas, o espaço está bem bonito e vale visitar.

Passeios em Sevilla é o que não faltam, esse foi um bom roteiro para ter um apanhado geral da cidade. Voltarei certamente e numa estação mais quente para aproveitar bem as tapas e tragos.

 

 

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No nosso primeiro dia de passeio em Sevilla concentrei as atrações mais importantes da cidade e as que nos tomariam mais tempo de visita, assim os outros dias foram mais descompromissados e com isso pudemos ficar de bobeira passeando pelas ruas da cidade.

Real Alcázar de Sevilla

Começamos o dia no enorme e lindo Real Alcázar de Sevilla. As entradas podem ser compradas no site e existem duas opções: A VISITA GENERAL AL ALCÁZAR DE SEVILLA e a VISITA COMBINADA CON CUARTO REAL ALTO. Sugiro a compra antecipada para evitar as filas, principalmente no verão e ter mais opções de agendamento de horário.

Optei pela segunda opção, o Quarto Real é maravilhoso e a entrada super rigorosa, o horário é marcado, não pode entrar com bolsas e mochilas, eles tem armários guarda volumes na entrada.

Infelizmente dentro dos aposentos não podemos fotografar nem filmar, uma pena. Os seguranças que nos acompanham chegam a ser até grosseiros no trato com os turistas de tão rigorosos. Mas é lindo e vale a visita.

Reservem em torno de três horas para a visita ao complexo, ele é enorme e vale a pena passear pelos jardins lindos além do conjunto de palácios.

Após o Alcázar fizemos uma pausa para o almoço no El Pintón. Escrevi sobre ele nesse post Restaurantes em Sevilla – 5 ótimas opções. 

Catedral de Sevilla – La Giralda

A Catedral gótica impressiona não só pelo seu tamanho, é a maior da Espanha, mas pela mescla de várias épocas numa mesma construção. Ela foi erguida no local da Antiga Mesquita Alfama de Sevilla. O folheto que recebemos na entrada mostra todas as fases construtivas do complexo.

O Pátio dos Naranjos foi o jardim da antiga Mesquita, no centro dele uma linda fonte visigoda. E distribuídas pelo pátios várias outras pequenas fontes. Prestem atenção no desenho do piso do pátio, são canais interligados para o perfeito escoamento de água.

La Giralda, como é conhecida a torre do campanário era o antigo minarete da Mesquita. A subida é bem tranquila, essa torre tem corredores largos e o acesso é por rampas, construída assim para que os guardas pudessem subir a torre montados em seus cavalos. A vista que sem tem da cidade é maravilhosa.

Para conhecer a Catedral reserve pelo menos 1:30 h. Ela é rica em detalhes e passar um tempo no pátio descansando antes de continuar o passeio pela cidade é ótimo.

 

 

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– INSIDERS – trás a cada semana um convidado diferente, mostrando o lado pouco conhecido das cidades onde vivem ou visitam.-

Hampstead fica no noroeste de Londres e é um passeio super legal pra quem já conhece os principais pontos turísticos da cidade.

hàampstead street london

O vilarejo de Hampstead foi incorporado à Grande Londres no século 19, mas até hoje mantém um ar bucólico de cidadezinha do interior.

Não fiz um mapa pois o melhor é “se perder” pelas ruas e becos do bairro. Comecei na estação de metrô de Hampstead (linha Northern).

Subindo a rua você encontra o Holly Mount Steps, uma escadaria que dá, adivinhem, na Holly Mount, uma espécie de colina de onde você tem uma vista bem interessante da cidade.

As casas no caminho e no topo são lindas e você pode matar a sede e dar uma descansada da subida (nem é tanto assim, mas vale a desculpa) no Pub The Holly Bush.

Subindo mais um pouco pelas ruas você encontra a Fenton House.  A casa é uma espécie de museu (tem que pagar pra entrar) que guarda uma coleção de instrumentos musicais antigos, peças de porcelana chinesa e muitas pinturas. No jardim tem um pomar de mais de 300 anos com cerca de 30 tipos diferentes de macieiras.

Voltando para a rua do metrô, você encontra várias lojas, cafés, restaurantes e becos super charmosos.

Entrei na Flask Walk, uma rua de pedestres onde você pode sentir que o ar de vilarejo do bairro ainda continua preservado. Lojinha de antiguidades, livros e quinquilharias. É claro que tem um Pub também – The Flask.

The Wells and Camden Wash Houses and Baths 1888 – as casas da era vitoriana não tinham banheiro e nem água encanada então os moradores de Hampstead vinham aqui para lavar as roupas, tomar banho e até abastecer de água pra beber. Virou prédio de apartamentos em 1985.

Fui conhecer a Burgh House and Hampstead Museum, uma casa construida em 1704, durante o reinado da rainha Anne, e que foi uma das primeiras mansões da área.

Hoje é um museu que conta a história do bairro e também tem uma pequena galeria de arte e um café. O museu é grátis e fica aberto de quarta à sexta e aos domingos, de 12h às 17h. O café abre também aos sábados.

Se continuar subindo pelas ruas, você chega no Hampstead Heath, um parque enorme, mas eu voltei para explorar mais a rua principal e seus becos lindinhos e comer o famoso crepe que, dizem, só não é mais gostoso que os de Paris porque você não está em Paris.

“La Crêperie de Hampstead” é uma típica creperia francesa, que funciona num trailler, e que ficou famosa desde que se estabeleceu permanetemente no local, em 1980. Filas se formam pra provar os deliciosos crepes, ainda mais agora que só abre de sexta a domingo, das 11h às 23h. Cheguei cedo e fui a primeira a ser atendida!

Meu veredito: faltou recheio (me lembro que ficava toda lambuzada na primeira mordida), a massa estava meio chiclete e a moça meio ranzinza, faltou um sorriso e simpatia no atendimento. Infelizmente muitos lugares matêm a fama, mas não a qualidade!

O mercadinho comunitário se mistura às lojas e cafés chiques da rua principal de Hàampstead. Essa linda casinha na Perrin’s Court chama a atenção de quem passa por ali.

A famosa cabine telefônica, ícone da capital inglesa, virou um café! O Umar, que é meio alemão e meio paquistanês, me contou que muitas cabines estão à venda, mas ele aluga a dele e fez o primeiro “café na cabine” de Londres.

O Kape Baraco foi inaugurado há pouco mais de um ano e abre de terça à sexta, das 8h às 16h (18h no verão). Seu passeio pode terminar por aqui, em algum outro café ou restaurante, depois de fazer umas comprinhas.

Você pode, também, visitar o museu do Freud que fica a cerca de 10 minutos a pé da creperia.

20 Maresfield Gardens, London NW3 5SX – quarta a domingo de 12h às 17h

Ou você pode simplesmente sentar num banco, refletir sobre esse bairro tão gostoso, que mistura uma paisagem pitoresca com prédios históricos e lojas modernas, e pensar que Londres é muito mais que o Big Ben!

Tina Wells

Meu nome é Tina Wells, carioca, londrina! Moro em Londres há mais de 20 anos e sou autora do blog Londres Pra Você. Jornalista por formação, guia de turismo por opção, faço passeios guiados pela Terra da Rainha. Você pode me seguir nas redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter) e no Snapchat como londrespravoce. Vem passear comigo em Londres!

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A Mesquita de Córdoba é considerada a porta de entrada para quem quer conhecer a Andaluzia e aproveitamos a nossa viagem para Sevilla para conhece-la.

mesquita catedral cordoba

Sugiro começar esse passeio bem cedo, pegamos o trem das 9:00 na estação de Atocha em Madrid rumo a Córdoba. A viagem dura 1:45 e é muito confortável. O trecho Córdoba-Sevilla dura 45 minutos. As passagens são compradas por trecho e usei o próprio site da Renfe compra-los. A oferta de descontos e lugares é muito boa se a compra for feita com uns 30 dias de antecedência.

Pegamos um taxi que nos levou até a Mesquita que custou 5 euros, no fim do dia fizemos o trajeto a pé, passeando pela região mais nova da cidade. Se você tiver pique suficiente o taxi da ida é dispensável, vá a pé e já comece a curtir a cidade.

A Mesquita

A construção se inicia em 786 d.c. por Abderramán I emir do reino de Al Andalus (Andaluzia) e se estende até o século X no reinado de Almanzor. Sofrendo diversas ampliações até o início da retomada do poder católico no século XII. Em 1236 ela recebe a segunda consagração e torna-se definitivamente uma igreja católica. A Capela Maior tem sua construção iniciada em 1523.

De forma simplificada, um pouco da minha percepção. Os espaços arquitetônicos da mesquita, com um pé direito baixo, espaços geométricos e sua horizontalidade, nos levam naturalmente a um estado de interiorização e meditação. Já a construção da catedral bem no centro da mesquita e sem a destruir deixa clara a mensagem de reafirmar o domínio católico e seu poder sobre o indivíduo. Além de criar um marco arquitetônico vertical na cidade enfatizando esse poder.

 

Passeio por Córdoba

Após a visita à Mesquita passeamos pela cidade e seu outros monumentos. Para o almoço escolhemos um dentre muitos pequenos restaurantes do entorno. Com cardápio fixo de 10 euros, incluía primeiro e segundo pratos, sobremesa, uma bebida e pão, nas fotos abaixo vocês encontrarão o nome do restaurante.

A ponte romana, construída no século I D.C. foi durante muitos tempo o único ponto de travessia do rio Guadalquivir. Num extremo dela está a Torre de Calahorra construída pelos mouros para proteger o acesso à cidade. E no outro extremo a Puerta del Ponte.

Córdoba conta ainda com parte da antiga muralha que à defendia, hoje um marco entre a parte nova e o centro histórico. Além de vários banhos árabes que com o passar do tempo se tornaram museus, cafés e restaurantes.

Passeamos também pelo bairro judeu, Juderia, que fica localizado bem ao lado da muralha. Com ruas um pouco mais estreitas e suas construções caiadas de branco que se mantiveram quase inalteradas à passagem do tempo.

Dica do guarda volumes

Como estávamos com malas usamos o guarda volumes da estação de ônibus de Córdoba localizada na frente da estação de trem. Bem prático e achei seguro.

Pagamos 4 euros para um período de 24 horas (valor janeiro 2017) para cada box. E colocamos uma mala e uma mochila em cada um, minha mala mede 74cm x 51cm x 28cm e coube com folga de uns 10 centímetros em todos os lados.

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Londres. Tudo o que eu escrever aqui será pouco para descrevê-la. É o tipo de cidade para voltar sempre e cada visita ser uma experiência completamente diferente. Não vou indicar um roteiro fixo e imutável, prefiro mostrar lugares próximos um do outro que podem ser visitados encaixando-os nos programas mais turísticos. Nas minhas viagens procuro organizar um roteiro que me permita fugir dele #alocka né? Porque não existe nada melhor do que uma viagem cheia de “Serendipity”.

Assim que chegar na cidade, compre um Oyster Card em qualquer estação de metrô, além da passagem sair mais barata é muito prático usá-lo. Também uso o app TubeMap, que te mostra o mapa com todas as linhas/estações e você pode traçar itinerários. Super mão na roda.

Em Londres todos os principais museus tem entrada gratuita, são cobradas entradas apenas das exposições especiais dentro de cada um. Basicamente pode-se conhecer todos de graça. É a glória! As atrações turísticas como London Eye, Westminster Abbey, Saint Paul’s Cathedral, London Tower, essas sim, são pagas.

Borough Market – Shakespeare’s Globe – Tate Modern

borough market tate modern londresBorough Market e Tate Modern

O Borough Market existe nesse local desde o século 13 e agrupa centenas de vendedores de todos os tipos de ingredientes e comidas. Ótimo lugar para comprar queijos, temperos, vinhos e se esbaldar nas dezenas de barraquinhas de comidas. O dia mais cheio é o sábado. Eu o visitei numa quarta feira e foi muito tranquilo pudemos aproveitar com calma e sem filas. Nas ruas ao redor dele existem várias casas de vinhos que promovem degustações e muitos restaurantes charmosos.

Saindo do Borough Market e seguindo pela margem do Tamisa chega-se rapidamente ao Shakespeare’s Globe . Aproveite para conhecer mais sobre a obra e vida de Shakespeare. Para esse passeio é aconselhável agendar a visita pelo site. Continuando pela margem é a vez do Tate Modern, antiga Bankside Power Station. Só o prédio já impressiona, lindíssimo e recheado de arte moderna, sempre com mostras especiais.

Victoria & Albert – Comptoir Libanese – Serpentine

va_comptoirVictoria & Albert Museum e Comptoir Libanais

Victoria & Albert Museum é meu museu preferido, artes decorativas, moda, fotografia, design. Sempre com mostras especiais maravilhosas. Vi agora em Setembro/14 a exposição fotográfica do Horst, foi ele o responsável pela capas mais incríveis da revista Vogue e a mostra Wedding Dresses 1775-2014. Daqueles museus fáceis de passar o dia inteiro e nem perceber.

Na Exhibition Road, rua lateral ao V&A, fica o Comptoir Libanais, restaurante super simples, com mesas externas (exceto no inverno). Comida libanesa com porções generosas e tempero maravilhoso. Tem menu kids, mas nada de nuggets e afins: são pratos de tamanho reduzido do menu normal que inclui prato+bebida+sorvete. A parte de doces libaneses é de chorar as calorias ganhas <3 Pode-se comprar a comida para viagem e aproveitar uma sombra no Hyde Park para almoçar e descansar as pernas.

Se você almoçou no Comptoir ou no parque, continue a caminhada ou alugue uma bicicleta e chegue até a Serpentine Galleries, bem no centro do Hyde Park, sempre com mostras pequenas, mas super interessantes e aproveite o The Magazine Restaurant para um café, chá, drink 😉

serpentineThe Magazine – Projeto Zaha Hadid

Post publicado originalmente no Blog Embarque Autorizado no dia 17/10/2014

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