Até que enfim um post com a lista de cafés e restaurantes em Londres que eu gosto. Reuni aqui os que gostei e conheci nessa última viagem e os que já eu já conheço e gosto muito. Vamos ajudar a tirar a fama que comida em Londres é ruim.

Café da manhã, lanchinhos e cafés.

Attendant: Fica em Shoreditch, gostei tanto que tomei café da manhã quase todos os dias nele. Pães excelentes, cardápio de café ótimo. Ambiente delicioso e atendimento muito bom. Funciona também como opção para almoço ou lanchinho à tarde, tem mais dois endereços em Fitzrovia e Clerkenwell. Attendant

Doughnut Time: Uma janelinha numa esquina toda grafitada de Shoreditch. Muitos sabores mas o que gosto e provei é o tradicional só com sugar glaze, enorme, super macio e saboroso. São vários endereços espalhados pela cidade. Doughnut Time

Urban Baristas: Fui no que fica pertinho do Spitafields Market mas tem em muitos outros endereços, de fora a gente não dá nada mas o café é ótimo, as meninas atendentes uma simpatia e tem mesinhas na calçada. Tem uma seleção de pães doces e bolos bem boa. Urban Baristas

Mr Coffee & Mrs Cakes: Um caminhãozinho dentro do Spitafields Market, serve ótimos cafés, focaccias recheadas deliciosas além de canollis e aragostines perfeitos, ultra crocantes e saborosos. Mr Coffee & Mrs Cakes

Fernandez & Wells: Outro ótimo café pertinho do Victoria & Albert, os sanduíches e pães são maravilhosos, super frescos e lindos. Fernandez & Wells

Monmonth Coffee: Para comprar grãos ou cafés ótimos e bem tirados. A loja de Covent Garden é lindinha e minúscula, quase ao lado da entrada do Neal’s Yard. Monmonth

Maitre Choux: O paraíso para quem ama eclair ou a velha e boa bomba. Com os mais variados e coloridos recheios e coberturas que mais parecem jóias. Fica pertinho da estação South Kensington. Maitre Choux

Almoço e Jantar

Rochelle Canteen: Eleito por mim mesma como o mais lindo fofo ótimo almoço da viagem. Instalado no alojamento de bicicletas da antiga escola Rochelle, com mesinhas ao ar livre e um jardim encantador. Comida simples, bem feita e com ótimos ingredientes, serve do café da manhã ao jantar. Foi dica da Isadora que mora em Londres. Rochelle Canteen

Bancone: Um longo balcão, algumas mesinhas pequenas, o Bancone fica em Covent Garden e serve apenas massas. Todas fresquissímas feitas na casa diariamente e finalizadas na nossa frente nos fogões atras do grande balcão eles exploram as 21 regiões da Italia e o resultado é delicioso. Esse foi dica da Raquel Sol. Bancone

Sagardi: Entramos nesse restaurante basco especializado em carnes sem querer e porque a atendente nos falou que também serviam peixes e foi ótimo. A adega é maravilhosa, com ótimos vinhos e cavas. As carnes são preparadas numa grande churrasqueira à carvão no centro do restaurante. Os peixes também são preparados no fogo. Há uma seleção de vários acompanhamentos para escolher assim como tapas para o aperitivo. O atendimento foi super simpático e cordial. Sagardi

Floral by Lima: Outra opção em Covent Garden ótima para almoço. O Floral by Lima serve comida peruana muito saborosa e bonita no esquema de porções para compartilhar. Tem também menus econômicos no almoço. Floral by Lima

Cecconi’s: Fui na unidade de Shoreditch, pequena, charmosa e comida ótima, achei melhor do que o restaurante de Miami. Bom para almoço e jantar, tem um bar bacana para drinks antes de jantar. Cecconi’s Shoreditch

Comptoir Libanais: Comida libanesa sensacional e parecidíssima com as que comemos aqui no Brasil, fica pertinho do Victoria & Albert Museum, então ótimo para ir após visita-lo. Gosto de almoçar nele. Olhem no site, a rede tem cerca de 23 restaurantes espalhados por Londres e outras cidades do Reino Unido. Comptoir Libanais

HomeSlice: Fui na unidade que fica no Neal’s Yard, existem mais cinco espalhadas pela cidade. A pizza enorme de massa fina, assada em forno à lenha e super gostosa. O lugar é super simples, apertado e vive cheio mas é bem legal e gostoso. Homeslice

Byron Hamburguers: Apesar de serem rede com várias unidades por Londres os hambúrgueres são realmente ótimos. No cardápio tem opções vegetarianas, veganas e glúten free também além de algumas saladas. Byron

Bumpkin South Kensington: Gastropub super arrumadinho e de comida ótima em South Kensington. No cardápio, fish and chips, saladas, hambúrguer e pratos ingleses saborosos e bem feitos. Bumpkin

Chiltren Firehouse: Da série famoso, lindo e ainda bem, delicioso. Instalado numa antiga firehouse. Serve do café da manhã, excelente, até o jantar bem concorrido. O chef lisboeta Nuno Mendes montou um cardápio capaz de agradar todos. Acho uma delícia sentar no balcão de frente para os maravilhosos fogões de ferro. Chiltren Firehouse

La Petite Maison: O LPM não é nenhuma novidade mas eu adoro e a unidade de Londres é a primeira e está aberta desde 2007, fica numa Mews lindinha em Mayfair. A comida é francesa do mediterrâneo, portanto muitos peixes, frutos do mar e ingredientes frescos regados com muito azeite e limão, umas das melhores saladas Niçoise que já comi foi nele. Eu gosto dele para jantar. La Petite Maison

The Wolseley: Funciona do café da manhã até o jantar com um cardápio bem ao estilo brasserie, é uma ótima opção para nós turistas. O salão é lindo, todo revestido de madeira ebanizada, serviço de prata e grandes candelabros como os antigos Gran Cafés europeus. O chá da tarde deles é bem delicioso também. The Wolseley

Muriel’s Kitchen: Sabe aqueles lugares fofos, bem iluminados e alegres? A cozinha da Muriel é assim. Serve do café da manhã ao jantar, cardápio inteiramente orgânico e com todos os fornecedores são locais. Comida gostosa e tem um balção de bolos e doces divinos para acompanhar um café à tarde. Fica ao lado da estação de South Kensington e pertinho dos museus. Muriel’s Kitchen

Ottolenghi: Sou completamente apaixonada pelos livros de receitas do Yotam Ottolenghi, tenho alguns. Com 6 endereços em Londres é uma excelente opção para vegetarianos, muitas receitas dos livros se encontram nos incríveis buffets de saladas. A comida tem forte influência do oriente médio uma vez que Yotam é israelense, tudo muito temperado e saboroso. No cardápio também tem opções como frango, cordeiro e carne de bovina. Ottolenghi

Berners Tavern: Outro lugar famosinho mas tão lindo! O salão é forrado de quadros, pé direito alto e o teto todo trabalhado no gesso. Cardápio internacional com alguns clássicos ingleses e franceses, comida gostosa mas nada de extraordinário. O conjunto da obra que é legal, lugar lindo e comida boa. Ahh os drinks são ótimos. Berners Tavern

Os semi erros e erros completos

Nobu: Essa é a segunda unidade do restaurante Nobu em Londres e fica no Nobu Hotel Shoreditch onde me hospedei. Que decepção, apesar do atendimento simpático no começo e ambiente bonito acabou sendo bem traumático. Pedi os pratos sem pimenta, o garçom nos garantiu que não eram apimentados mas foi praticamente impossível terminar de comer as duas entradas. No pedido dos outros pratos tivemos que insistir muito para que não colocassem pimenta, foi bem desagradável. Erro completo!

Sketch: Se você quer tirar fotos do salão cor de rosa lindo e do banheiro de cápsulas brancas para seu feed do instagram vale a visita, os ambientes foram feitos para isso. Agora se você procura um chá da tarde delicioso melhor ir em outro. Logo no primeiro prato veio um fio de cabelo, sim, o terror de todo restaurante. Pediram uma desculpa leve e o fato passou batido. O restante do chá estava gostoso mas nada de extraordinário. Semi erro!

Bob Bob Ricard: Você sonha em ter a famosa foto do “Press for champagne”? Me pede que te mando de graça. Que restaurante ruim, tudo foi um erro. O atendimento mau humorado desde o início. Os drinks que pedimos chegaram depois de termos terminado as entradas. O frango à Kiev que pedimos conseguiu ser pior que o frango recheado congelado da sadia sabe? Erro completo!

Bonus Track

No andar térreo da Selfridges fica o mercado gourmet com muitos produtos deliciosos pra gente trazer na mala e vários corners com opções gostosas para um almoço mais rápido.

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Esse guia de museus em NY não tem a pretenção de ser o mais completo mas é uma boa ajuda se você estiver em dúvida de qual museu ou quais museus visitar na cidade.

Todos os museus listados aqui eu já visitei, vou me limitar à eles, claro que a cidade tem dezenas de outros mais.

Minhas dicas gerais para garantir uma visita sem surpresas é verificar nos sites dos museus quais os dias da semana que eles fecham, horários de funcionamento e dias de horário estendido além de muitos oferecerem um dia da semana de entrada gratuita. Indico a compra de ingresso direto no site principalmente para exposições temporárias que costumam ter muitas filas.

The Metropolitan Museum of Art

Talvez o museu mais famoso da cidade, desde 1880 o Met fica na 5a. Avenida em pleno Central Park, o museu é clássico, com um infinidade de salas expositivas consecutivas. Tentar conhece-lo inteiro numa única visita é impossível. Na entrada pegue um mapa e escolha as suas áreas de interesse. As crianças costumam amar a área egípcia com suas múmias e o Templo de Dendur reconstruído dentro do museu e a área medieval. Eu particularmente gosto muito da American Wing, são várias salas que remontam ambientes de casas americanas antigas, com esculturas, pinturas e mobiliário de época. Já a galeria de Modern and Contemporary Art exibe obras de 1900 até os dias atuais, os destaques são os trabalhos dos membros da Escola de Paris, como Balthus, Georges Braque, Henri Matisse, Joan Miró, Amedeo Modigliani, e Pablo Picasso. E no verão aproveite e suba no rooftop para tomar uma taça de vinho e apreciar a vista maravilhosa.

Site:  The Metropolitan Museum of Art

The Metropolitan Museum of Art
Guia de museus em NY
The Metropolitan Museum of Art

The Met Cloisters

The Met Cloisters é dedicado à arte medieval européia e faz parte do conjunto de museus do Metropolitan, fica bem ao norte de Manhattan dentro do Fort Tryon Park no bairro de Washington Hights. O parque é lindo e vale à pena passear por ele também, fica às margens do Rio Hudson. O prédio em si é uma obra de arte. São cinco claustros trazidos da França pelo filantropo John D. Rockefeller Jr. na década de 1930 e reconstruídos de forma a criar um complexo único de jardins medievais de ervas, frutas e flores. No claustro Trie fica o café do museu, aproveite para tomar uma taça de vinho durante a visita. Informação importante, o ingresso comprado em qualquer museu do grupo Metropolitan dá direito à entrada em todos os museus num prazo de três dias portando programe-se para aproveitar esse benefício.

Site: The Met Cloisters

Guia de museus em NY
The Met Cloisters
The Met Cloisters

The Met Breuer

O edifício da Madison Ave foi desde 1966 a casa do Whitney Museum, após a mudança para o Meatpacking District, o Metropolitan assumiu a administração do prédio projetado por Marcel Breuer e em 2016 reabriu as portas após obras de restauração e com um acervo de arte contemporânea invejável. As mostras temporárias são sempre muito boas e vale acessar o site para ver quais são as do momento. No Breuer o ingresso múltiplo também tem validade de 3 dias assim como no Cloisters e Met.

Site: The Met Breuer

Guia de museus em NY
The Met Breuer
The Met Breuer

The Museum of Modern Art – MoMa

Um dos locais mais agradáveis de NY é o jardim interno do MoMa, repleto de esculturas e cadeiras para descansar. Fundado em 1929 o MoMa é focado em arte moderna e contemporânea com um acervo permanente maravilhoso, o acervo de mobiliário e design de objetos é incrível também. As exposições temporárias são sempre ótimas. Ele está passando por uma grande obra e está previsto para Outubro de 2019 a inauguração das novas galerias. Se você quiser uma experiência diferente, reserve um jantar no ótimo restaurante The Modern e peça uma mesa perto do jardim interno. O tíquete de entrada do MoMa dá direito à ingresso ao MoMa PS1 em Long Island também.

Site: The Museum of Modern Art

Guia de museus em NY
MoMa
The Museum of Modern Art – MoMa

Whitney Museum of American Art

O edifício projetado por Renzo Piano no Meatpacking District abriga o Whitney Museum desde 2015, situado entre o Rio Hudson e o High Line Park é uma ótima oportunidade para conhecer o bairro e o museu no mesmo dia. O acervo teve início com Gertrude Vanderbilt Whitney e é exclusivamente de arte americana. Gertrude passou anos colecionando, apoiando e exibindo os novos artistas americanos que não conseguiam espaço em tradicionais galerias de arte. Em 1929 após o Metropolitan recusar a doação desse acervo de cerca de 500 obras, Gertrude decide criar seu próprio museu e o inaugura em 1931.

Site: Whitney Museum of American Art

Guia de museus em NY
Whitney Museum of American Art
Whitney Museum of Amarican Art

Solomon R. Guggenheim Museum

O Guggenheim está na lista dos meus 5 museus preferidos, por algumas razões. Foi projetado por Frank Lloyd Wright que eu amo desde a época da faculdade. Não é um museu enorme, o que torna a visita mais produtiva e menos cansativa. Tem um acervo de grandes artistas com obras importantíssimas e promove exposições temporárias incríveis como a de James Turrel de 2013 e Giacometti que visitei em 2018. Para quem vai visita-lo pela primeira vez vale saber que Frank Lloyd Wright projetou todo um percurso interno para o visitante percorrer o museu inteiro sem se perder, entre no museu, suba pelo elevador até o nível mais alto, comece descer a rampa espiral da grande rotunda central fazendo paradas para visitar as salas adjacentes, quando chegar ao térreo nem terá percebido que visitou um museu inteiro sem se perder nem passar duas vezes pelo mesmo local.

Site: Guggenheim

Guia de museus em NY
Guggenheim Museum
Solomon R. Guggenheim Museum

The Frick Collection

O museu fica na 5th Ave e está instalado na antiga mansão do industrial Henry Clay Frick, faz parte da Gilded Age, a era dourada americana datada de 1870 até início dos anos 1900. O acervo é dedicado às artes decorativas, esculturas e pinturas européias de artistas como Velázquez, Bellini, El Greco, Goya entre outros. Único ponto negativo é que o museu não permite a entrada de crianças menores de 10 anos.

Site: The Frick Collection

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The Frick Collection
The Frick Collection

Cooper Hewitt Smithsonian Design

O Cooper Hewitt é um museu dedicado ao design de arquitetura, objetos, moda, artes gráficas e faz parte da Smithsonian Institution o maior complexo de museus e pesquisas do mundo. O prédio na 5a. Avenida onde está instalado é a antiga mansão de Andrew Carnegie um industrial do aço e filantropo e em 2015 passou por uma grande obra de reforma e restauração. Já falei que amo museus instalados em residências? Além de conhecermos seus acervos temos a oportunidade de conhecer modos de vida de outras épocas. O museu é super interativo, mesas digitais estão espalhadas pelos corredores para que o visitante navegue pelo acervo e encontre muitas informações complementares do acervo exposto.O jardim do museu é lindíssimo e ótimo para descansar e tomar um sorvete no verão.

Site: Cooper Hewitt

Guia de museus em NY
Cooper Hewitt Smithsonian Design
Cooper Hewitt Smithsonian Design

The Jewish Museum

Com um acervo enorme de peças religiosas que contam a história do povo judeu, são documento, fotos e objetos organizados em ordem cronológica. O museu também sempre promove mostras temporárias de vários assuntos, moda, arquitetura, pintura e escultura. No subsolo fica uma filial da famosa delicatessen Russ & Daugthers, meu lugar preferido em NY para comer lox e bagel.

Site: The Jewish Museum

Guia de museus em NY
The Jewish Museum
The Jewish Museum

Neue Galerie

A Neue Galerie é o museu dedicado à arte alemã e austríaca, tem um acervo maravilho de obras de Gustav Klimt além de ser lar da famosa obra Adele Block Bauer que ganhou fama após ter sua história contada no filme A Dama Dourada, lindo por sinal, assistam! Tem também um acervo de artes decorativas muito bom. No térreo fica o maravilhoso Café Sabarsky, aproveite para experimentar as tortas austríacas.

Site: Neue Galerie

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Neue Galerie
Neue Galerie

American Museum of Natural History

Esse dispensa apresentações, o Museu de História Natural é um dos mais famosos de NY, para quem viaja com crianças é uma visita certeira. Minha última vista foi em 2018 e achei que o museu precisa urgentemente passar por uma atualização dos espaços expositivos, várias áreas estão com um aspecto envelhecido e defasado.

Site: American Museum of Natural History

guia de museus em ny
crédito da foto: Patricia Braga – American Museum of Natural History

New Museum

O New Museum, é dedicado à arte contemporânea, para visita-lo indico participar de um dos tours guiados oferecidos gratuitamente aos visitantes. O acervo é dinâmico e sempre muito atual. Aproveite a visita para passear pelo Lower East Side bairro que amo e cheio de cafés, lojas e galerias de arte super interessantes.

Site: New Museum

Guia de museus em NY
New Museum
crédito da foto: New Museum

Brooklyn Museum

O Brooklyn Museum também é daqueles museus enormes e impossíveis conhecer numa única visita. A curadoria de obras contemporâneas é excelente e dinâmica. Uma das áreas que mais gosto fica no quarto andar, trata-se de um conjunto de 23 ambientes de casas americanas perfeitamente decorados, são do século 17 ao 20, é incrível. A galeria de arte feminista é imperdível e necessária nos nossos dias. Aproveite a visita ao museu para conhecer também o Brooklyn Botanical Garden fica ao lado e é maravilhoso principalmente na primavera, a florada das cerejeiras acontece no final do mês de Abril, no site do jardim eles mantém um calendário atualizado com a previsão da florada.

Site: Brooklyn Museum

Guia de museus em NY
Brooklyn Museum
Brooklyn Museum

Museum of the Moving Image

Esse museu pouco explorado pelos brasileiros fica no bairro de Astoria e é rodeado por estúdios de gravação de muitos programas e séries americanas. Ele conta a história do cinema com muita documentação, equipamentos de filmagem antigos e fotos lindas de filmes icônicos. Olhem no site para aproveitar o horário de entrada gratuito, eu sem querer consegui visita-lo gratuitamente.

Site: Museum of the Moving Image

Guia de museus em NY
Museum of the Moving Image
Museum of the Moving Image

Storm King Art Center

O Storm King Art Center não fica em Manhattan mas vale a viagem, ele fica ao norte do estado de NY, uma viagem de cerca de 1:30. O centro de arte é uma grande fazenda transformada em museu à céu aberto. São centenas de esculturas e intervenções artísticas espalhadas por campos verdes. Nunca vi tantas obras de Calder de uma única vez! Pode-se fazer a visita guiada com o transporte do próprio centro, que para em determinados pontos para o visitante descer e explorar melhor as obras, verifique os horários de saída no site.

Site: Storm King Art Center

Guia de museus em NY
Storm King Art Center
Storm King Art Center

Se você gostou desse post leia também as dicas de restaurantes em NYC. Onde comer em NYC e livros.

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Já adianto, tudo o que eu falar sobre a minha viagem para Maldivas será pouco para descrever os dias de sonho que passei lá.

A República das Maldivas é um arquipélago no Oceano Índico formado por mais de 1.100 ilhas, 203 dessas são habitadas. A moeda local é a rúpia maldivia.

minha viagem para maldivas

Como Chegar

Para quem está no Brasil chegar até as Maldivas é um caminho longo e cansativo, no meu caso pela localização do Six Senses Laamu no Atol Sul, foram 3 vôos e um barco, totalizando 34 horas de deslocamento desde minha casa em São Paulo até o hotel.

Os dois primeiros vôos foram São Paulo – Dubai 18 horas de duração e Dubai – Malé (capital das Maldivas) 5 horas de duração, ambos pela Emirates. O terceiro vôo foi de 50 minutos de Malé – Kadhdhoo (Laamu Atol Sul) com a empresa local Maldivian Airlines. Esses vôos locais costumam ser organizados pelos próprios hotéis.

Na chegada no aeroporto de Malé fomos recebidos por um funcionário do Six Senses que fez todos os trâmites de recolhimento e despacho de nossas bagagens, check-in no vôo local e nos encaminhou para um lounge para aguardar o vôo.

No saguão do aeroporto ficam todos os balcões dos hotéis que oferecem esse serviço, é chegar, achar o seu hotel e eles cuidam de tudo.

Para quem está na Europa diversas cidades contam com vôo direto, Londres, Madrid, Roma, Paris, Moscou, Istambul, Lisboa entre outras.

Informação importante

Maldivas é um país muçulmano onde o consumo e porte de bebida alcoólica é crime. Portanto nem pense em levar garrafas de bebidas em sua bagagem, na entrada do país elas serão confiscadas. O consumo de bebidas alcólicas só é permitido dentro dos hotéis.

A questão fica mais complicada se você resolver sair do hotel levando uma garrafa de bebida na bagagem, por você estar em solo maldivo portando álcool, além de ter a garrafa apreendida você corre o risco de ser preso e não há nada que o hotel possa fazer para te livrar dessa. O meu hotel inclusive deixou uma carta no meu quarto explicando isso na minha última noite lá.

Moeda

A moeda local é a rúpia maldívia, normalmente os turistas que vão exclusivamente para os hotéis não precisam se preocupar em trocar dinheiro. Tudo é pago com cartão de crédito. Agora se você tem a intenção de visitar ilhas com cidades é bom ter algum valor em espécie, no aeroporto de Malé tem casa de câmbio. No geral o dólar é aceito em todos os estabelecimentos.

Visto

Brasileiros não necessitam de visto, basta apresentar passaporte válido por seis meses, comprovante de reserva de hotel e passagem de retorno. O visto para turismo dá direito a 30 dias de permanência no país.

Melhor época para visitar as Maldivas

De uma forma geral o clima é sempre bom nas Maldivas com poucas variações de temperatura pela localização bem na linha do Equador.

A monção de verão vai de maio à outubro com chuvas mais frequentes porém rápidas. A temperatura é sempre alta entre 27 a 32 graus.

A monção de inverno vai de novembro à abril e é a época com menor probalidade de chuvas. Temperaturas de mais amenas entre 25 e 29 graus.

A temperatura da água é sempre morna, entre 27 e 29 graus.

Fui em janeiro, o calor é constante, um único dia ventou um pouco e chovei por 5 minutos, as chuvas são sempre rápidas por lá.

Que tipo de diária comprar

Os hotéis das Maldivas oferecem o full board, pensão completa que inclui café da manhã, almoço e jantar e o half board, meia pensão que pode incluir café da manhã e almoço, almoço e jantar ou café da manhã e jantar que foi a opção que escolhi. O half board tem um valor bem melhor também.

Eu escolhi a opção café da manhã e jantar porque o almoço acaba se fazendo desnecessário. O café da manhã nesses hotéis é enorme e comumente funcionam até o meio dia. A tarde pedíamos alguns aperitivos na piscina ou no nosso bangalô e à noite o jantar. Além do hotel servir sorvetes e chocolates durante todo o dia e gratuitamente.

Aqui abaixo um pouco da variedade dos restaurantes do Six Senses.

Six Senses Laamu Maldivas

Escolhi o Six Senses Laamu por vários motivos, além de ser lindo, com restaurantes muito bem cotados e um spa maravilhoso. O Six Senses é totalmente sustentável, faz reuso de água, tem sua própria usina de dessalinização. Não utiliza plásticos no hotel. Com o lixo orgânico é feita a compostagem para ser utilizado como adubo na própria ilha. O lixo proveniente de vegetação é utilizado para fazer cobertura de proteção do solo. Os quartos são todos projetados para minimizar o uso de ar condicionado. E por fim as áreas de uso comum são todas abertas, super ventiladas e totalmente sem ar condicionado. As opções de acomodação são bangalôs sobre as águas, com e sem piscina. E casas frente ao mar com opções de várias suítes para acomodar famílias.

É importante que a escolha do hotel leve em consideração a variedade e oferta de restaurantes já que é uma viagem onde não temos opção de sair para almoçar ou jantar em outros lugares. Na semana que passamos lá fizemos dois jantares especiais, um na adega com menu harmonizado com vinhos, o sommelier do hotel é ótimo e o churrasco de frutos do mar na praia. Amos devem ser reservados com antecedência.

Outra coisa que deve-se pensar são quais tipos de atividades o hotel oferece e se atendem o que você quer. Tendo isso em mente a escolha do hotel ficará bem mais fácil.

Outro fator que pesou na minha escola foi a qualidade do spa e sala de ginástica (para o Ale) do hotel, a rede Six Senses é baseada no bem estar e seus spas são sempre muito bons em todos os hotéis.

Como nossa viagem era para descansar, o único passeio que fizemos foi passar o dia numa ilha deserta próxima ao hotel, cerca de 15/20 minutos de barco. Esse passeio é pago à parte e inclui almoço e toda estrutura na ilha, inclusive um telefone via satélite para qualquer emergência e kit de primeiros socorros. Tinha até banheiro!!! Foi um dos melhores passeios que já fiz na vida. Veja nas fotos abaixo.

Como organizei a viagem

Quando comecei a pesquisar essa viagem decidi que usaria pela primeira vez os serviços de uma boa agência de viagens, coisa que eu nunca faço, sempre organizo absolutamente tudo sozinha. Escolhi a OWT Boutique Travel para me ajudar.

Eles organizaram absolutamente tudo e eu não tive que me preocupar com nada, deu tão certo que em setembro/2018 fiz nova viagem organizada por eles.

E aqui deixo uma lista de outros hotéis muito bem cotados nas Maldivas. Basta clicar no nome de cada hotel para ser redirecionado às paginas de cada um.

One&Only Reethi Rah

Soneva Fushi

Como Cocoa Island

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Soneva Jani

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W Maldives

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Anantara Dhigu Maldives Resort

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gin tônica, como preparar gin tônica, minha coleção de gin 

Finalmente vou escrever sobre a minha coleção de Gin e contar um pouquinho sobre o que aprendi sobre essa bebida que voltou à moda no mundo todo.

minha coleção de gin

 Um pouco de história.

O Gin como conhecemos hoje apesar de sua fama inglesa tem na verdade seu inicio na Holanda. Foi o professor Sylvius de Bouve, químico e alquimista que em 1572 desenvolve a fórmula do destilado de grãos acrescido de óleo de zimbro para tratar de lombalgia, sendo também um estimulante e diurético.

Em 1575 é fundada a destilaria Bols em Amsterdam, considerada a mais antiga do mundo e a primeira a comercializar o Gin.

Mas é só em 1638 com a fundação da The Worshipful Company of Distillers que o gin começa a ter normas de produção no Reino Unido. Com o embargo aos produtos franceses o gin ganha mais força a partir de 1690 numa sucessão de atos políticos para estimular sua produção. 

O que é o Gin.

O Gin nada mais é do que um álcool de cereais como cevada, trigo ou milho destilado em alambiques de cobre. Até aqui uma bebida similar a vodka. Só pode ser denominado Gin os álcoois destilados com infusão de zimbro (Juniper), ingrediente obrigatório por lei. A pureza da água utilizada também é primordial para assegurar a qualidade da bebida. A partir disso cada destilaria desenvolve sua própria combinação de botânicos para infusionar seus gins. E aí a criatividade não tem limites, alguns dos botânicos mais usados na composição do gin são especiarias como cardamomo, canela, anis estrelado, pimentas diversas. Cascas de laranja, tangerinas, limões são muito usadas também. E as ervas como menta, manjericão, camomila, edenflower e mais um infinidade de plantas. É essa combinação que vai resultar as particularidades de cada Gin. 

Qual é o melhor Gin?

Pra mim os melhores gins são aqueles que a gente percebe a influência dos botânicos, alguns mais sutis outros mais pronunciados. Gin com sabor de álcool puro são os piores. Por isso é importante para quem quer conhecer mais experimentar eles puros para perceber essas sutilezas.

Minha coleção

Aqui listarei as marcas de Gin que tenho. As descrições são minhas e nada muito teóricas. Fui percebendo as particularidades experimentando cada um deles. E minha dica para descobrir novas marcas e do que gosto é experimentar os gins puros antes de compra-los. Aproveite as idas aos bares para pedir uma prova antes de escolher o seu drink. Vou classifica-los com asterisco de 1 a 5, nada profundo ou técnico, apenas para sinalizar os que mais gosto.

Marcas nacionais

Jungle Gin: 5*

Gin produzido em Minas Gerais. Combina botânicos altamente selecionados às águas cristalinas de nascentes da região. Os botânicos que compõe são: Zimbro, cardamomo, kümmel, pimenta rosa, anis estrelado, canela e manjericão. Eu sinto o manjericão bem pronunciado, bem fresco.

Virga: 5*

Esse gin leva pequenas doses cachaça pura de alambique, trazendo os aromas primários da cana-de-açúcar. A cachaça é feita especialmente para esse gin na própria fazenda Guadalupe. Os botânicos são o Zimbro, Cardamomo e sementes de Pacová. As sementes de Pacová lembram Cardamomo,  Menta, Baunilha e Gengibre. Eu sinto bem o fundo de cachaça nesse gin.

IVY MAR: 4*

Os botânicos utilizados no preparo de Yvy Mar são: Cardamomo, amêndoas, kombu (alga japonesa), alcaçuz, raiz de íris, noz-moscada, limão-siciliano, laranja, zimbro, semente de coentro, raiz de angélica e canela. Acho ele bem aromático e picante.

minha coleção de gin

Amázzoni: 5*

O Amázzoni além do zimbro usa botânicos típicos brasileiros, louro, limão, coentro, mexerica, aroeira, cacau, castanha-do-pará, maxixe e cipó-cravo. Os ingredientes são macerados em álcool de cereais e suas infusões são acrescentadas ao alambique para a destilação. Dos gins nacionais é um dos mais famosos. Acho ele bem equilibrado e muito aromático.

Vitória Régia: 4*

Foi o primeiro gin Orgânico do mercado brasileiro, é produzido com ingredientes de alto padrão orgânicos, ou seja, livre de contaminantes químicos preservando melhor os nutrientes, além disso não possui aldeído e metanol, compostos responsáveis pelos sinais da ressaca (achei esse informação no site deles). Os botânicos são: zimbro, semente de coentro, cardamomo, limão e pimenta Jamaica. Bem gostoso e equilibrado também. 

Arapuru: 5*

Caju é a marca registrada do Arapuru além de Zimbro, Coentro, Imbiriba, Puxuri, Pacová, Bergamota, Limão Cravo, Aroeira, Angélica, Louro, Hibisco. Todos naturais, são desidratados e esmagados manualmente. Bem frutado e perfumado, gosto muito dele.

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Marcas importadas

The Botanist: 5*

Meu gin importado favorito. Destilado na ilha de Islay na Escócia. É composto por 22 botânicos. Muito complexo com o fundo herbal bem pronunciado e fresco.

Brooklyn Gin: 4*

O Brooklyn Gin é um spirit artesanal feito em Nova York com cascas de frutas cítricas frescas e zimbro. Também é fresco, complexo e muito saboroso, tem um final picante na boca. 

Mare: 5*

O famoso gin mediterrâneo. O Mare é espanhol, leva laranja e limão de Sevilla, cardamomo, coentro, zimbro, manjericão, tomilho, alecrin e azeitonas aberquinas. Muito equilibrado, cítrico e herbal na medida certa.

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Hendrick’s: 4*

O super famoso Hendrick’s leva em sua destilação rosa e pepino mais nove botânicos acho ele bem neutro e equilibrado porém acho ele um pouco pesado. Combina bem com qualquer tipo de preparação.

Monkey 47: 4*

O Monkey 47 tem esse nome porque usa incríveis 47 botânicos em sua composição, produzido na Floresta Negra na Alemanha. Apesar de todos esses incredientes eu sinto uma presença mais marcante do anis, ele tem sabor bem forte quase um remédio, muito bom para o preparo de Dry Martini.

Cape Town Rooibos Red Gin: 4*

Rooibos é um arbusto original da África do Sul, com propriedades medicinais, é ele quem predomina nesse gin dando a coloração e o sabor marcante. O sabor é defumado com um pouco de laranja doce e amarga ao mesmo tempo. Bem seco, aparece um pouco de anis estrelado e gengibre também. Achei delicioso para beber durante os dias mais frios.

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Clemengold Gin: 4*

Esse gin produzido em Cape Town na África do Sul tem como seu ingrediente principal a tangerina madura ClemenGold, produzida na região. São nove botânicos usados ​​para destilar, ClemenGold e casca de laranja, canela, mel, amêndoa moída, bagas de zimbro, angélica, raiz de orris, e coentro são macerados e infundidos na destilação. Acho ele bem cítrico com um fundo adocicado bem sutil.

Savvy: 5*

Um gin português da região do Alentejo, são vinte botânicos. Outra garrafa que comprei pela beleza e não me arrependi. Muitos cítricos e ervas aromáticas na sua composição. Achei fresco e cítrico com um pouco alcaçuz pronunciado.

Ginraw: 4*

Trouxe esse de Barcelona e comprei pela beleza da garrafa, sorte que o gin é bom mesmo. Pelos botânicos usados podemos considera-lo um gin mediterrâneo, limão siciliano, limão verde, folhas de kaffir além de cardamomo e sementes de coentro. Gostei bastante, cítrico, fresco e bem equilibrado.

Puerto de Indias: -1*

Sevillian Gin Premium Strawberry.  Comprei só pela garrafa e cor, bemmmm ruim, sabor de canetinha de morango. Talvez se eu colocar muito limão dê para aproveitar.

minha coleção de gin

A importância da água tônica

A água tônica nada mais é do que água com gás, açúcar e hidrocloreto de quinino um componente extraído da casca da árvore sul-americana Cinchona. Durante muito tempo o cloridrato de quinino foi o única droga eficaz contra a malária. Taí a fama da água tônica ser medicinal. O refrigerante como conhecemos hoje surgiu na India e ficou famoso pelas mãos dos ingleses que o patentearam em 1858. 

Na hora de escolher sua água tônica leve em consideração as quantidades de açúcar e quinino nas composições pois são esses dois ingredientes que vão resultar num drink equilibrado. Eu gosto das águas menos doces porque deixam o sabor do gin mais evidente e com mais quinino.

Aqui algumas marcas que gosto.

Receitas de gin tônica que amo

Para facilitar vou passar a proporção base que uso e algumas sugestões dos sabores que mais gosto. Eu gosto de usar um pouco de suco de frutas cítricas e não só fatias ou twist da casca. 

Num copo de long drink colocar:

gelo

40 ml de Gin (nada impede de você usar mais, até 60 ml para um drink bem forte)

200 ml de água tônica já gelada (boa viu?)

E agora as combinações de sabores que gosto:

  • 20 ml de suco de limão, 1 ramo de alecrim. 
  • 20 ml de suco de tangerina, 3 grãos de pimenta rosa.
  • 20 ml de suco de limão siciliano, 3 folhas de manjericão.
  • 3 framboesas amassadas, 3 folhas de hortelã 
  • 20 ml de polpa de maracujá natural, 3 folhas de hortelã 
  • 20 ml de suco de limão, 2 lascas de gengibre.
  • 20 ml de suco de limão cravo, 1 ramo de alecrim.
  • 2 rodelas de caju, 2 folhas de hortelã.
  • 2 rodelas de laranja, 2 lascas de gengibre.

Receita de Clericot

  • 1 garrafa de vinho branco
  • 100 ml de gin
  • 200 ml de club soda
  • ½ xícara de morangos cortados
  • ½ xícara de uvas verdes sem sementes
  • ½ de abacaxi em cubos pequenos
  • 5 folhas de hortelã picadas
  • gelo

Numa jarra grande misture todas as frutas, acrescente os líquidos complete com gelo, misture e sirva.

 

Encontrei esse site com uma série minuciosa de posts sobre o inicio da destilaria e toda a história do Gin, recomendo muito para quem quiser se aprofundar Difford’s Guide. Apesar do nome o site é todo em português.

Minha última dica é, comece pelos gins nacionais. Eles estão com ótima qualidade e preços excelentes comparados com os importados.

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Bauhaus em Dessau e Berlim 

Visitar a Bauhaus em Dessau e Berlim foi a realização de um sonho. Mas primeiro vem descobrir comigo o que foi a Bauhaus e qual a sua importância até os nossos dias.

Com certeza você já viu alguns desses móveis sendo vendidos em grandes redes de lojas de móveis. Eles foram pensados e desenhados pela Bauhaus. Além de uma centena de objetos como luminárias, talheres, jogos de pratos, xícaras enfim tudo o que usamos em nossa vida cotidiana tem um dedo da Bauhaus. Foram eles os grandes pensadores do novo design de objeto, pensado para ser produzido em escala industrial. Com qualidades de forma e função e podendo serem usados do trabalhador braçal até as camadas mais ricas da sociedade igualmente.

Na arquitetura uma nova forma de morar estava sendo pensada, soluções de projetos mais racionais, métodos construtivos mais rápidos e acessíveis. Tudo isso para atender a nova demanda que a vida moderna exigia.

bauhaus em dessau e berlim

O que é Bauhaus?

Bauhaus foi uma escola de arquitetura, artes e ofícios, fundada em 1919, após a 1a. Guerra Mundial na cidade de Weimar na Alemanha. Nesse período a República de Weimar designação histórica da Alemanha no período entre guerras buscava modernizar e desenvolver sua produção industrial para se equiparar ao desenvolvimento industrial da Inglaterra. A Bauhaus manteve suas atividades até 1933 tendo sido fechada pelo regime nazista pouco antes do início da 2a. Guerra Mundial. Durante seus quatorze anos de existência a Bauhaus passou por três cidades, Weimar, Dessau e Berlim.

Walter Gropius, arquiteto, fundador e primeiro diretor da Bauhaus, organizou a escola convidando artistas das mais variadas áreas para compor o corpo docente. Pintores, tecelões, arquitetos, escultores, escritores, estilistas, artesões e designers tinham a missão de criar a nova era do pensamento criativo, o que hoje chamamos de Modernismo.

Gropius dizia que o bom desenho (ou design), poderia reestruturar a sociedade alemã de maneira democrática. A famosa afirmação dele que “a forma segue a função” traria esse resultado. Na escola os alunos eram estimulados a experimentar as mais diversas vertentes das artes, do pensamento criativo e se despir das amarras sociais para só assim criar um pensamento livre e realmente novo.

Bauhaus em Dessau

Em 1925 a Bauhaus muda para a cidade de Dessau, região com um polo industrial grande e na época carente de moradia e institutos de pesquisa. É em Dessau que hoje podemos visitar os edifícios da escola. Um complexo de prédios de ateliês, auditório e moradia estudantil. É emocionante visitar esses edifícios onde o pensamento criativo foi tão profundamente estimulado.

Após visitarmos o complexo seguimos a pé, 30 minutos de caminhada, para a vila de casas destinadas aos mestres projetadas por Walter Gropius em 1926. 

Vila dos Mestres

Essas residências foram o resultado dos estudos para uma nova forma de morar, menos rebuscada e mais prática como os tempos modernos exigiam. As casas foram restauradas e algumas completamente reconstruídas como é a caso da Haus Gropius, destruída durante a guerra.

As casas de Walter Gropius e László Moholy-Nagy foram inteiramente mobiliadas com peças desenhadas por Marcel Breuer. Podemos ver alguns desses móveis em exposição. Todas as casas foram equipadas com os eletrodomésticos mais modernos da época. As cores internas das residências foram desenvolvidas por Paul Klee e Kandinsky seguindo os conceitos de seus trabalhos.

Passear por essas casas e imaginar artistas incríveis vivendo e produzindo ali foi incrível. Sentir um pouco de como todo pensamento moderno da arquitetura começou, perceber como até hoje a nossa forma de morar está relacionada ao que essa escola criou foi incrível. Outros moradores famosos da vila são: László Moholy-Nagy, Lyonel Feininger, Georg Muche, Oskar Schlemmer, Wassily Kandinsky and Paul Klee, com suas famílias.

Bauhaus em Berlim

Em 1932 a Bauhaus deixa Dessau e é transferida para uma fábrica desativada em Berlim. Após apenas um ano em abril de 1933 a Bauhaus é encerrada pela Gestapo. O prédio atual de Berlim, projeto de Walter Gropius foi inaugurado em 1979 para abrigar exposições e o acervo original da escola. 

Com previsão de inauguração para 2022 está em obras um novo edifício anexo ao prédio original, ele irá abrigar os novos espaços expositivos.

Aqui duas dicas de livros para quem quiser se aprofundar mais no assunto. O da Magdalena Droste é excelente, muito bem ilustrado e traça um panorama ótimo do que foi a Bauhaus. O de José Olympio foca em detalhes sobre Walter Gropius.

Bauhaus 1919 1933 de Magdalena Droste ou Walter Gropius e a Bauhaus de José Olympio

Aqui algumas frases famosas de Mies Van der Rohe, diretor da Bauhaus de 1930 até seu fechamento em 1933, que eu adoro.

Ser bom é melhor que ser original.

Menos é mais.

A arquitetura é a vontade de uma época traduzida em espaço.

Negamo-nos a reconhecer os problemas da forma, só aceitamos os problemas da construção. A forma não é o objetivo do nosso trabalho, mas apenas o seu resultado. A forma não existe por si mesma.

Como visitar

Dessau

De trem 1:30h de duração partindo da Berlin Hauptbahnhof (estação central). Comprei um bilhete que dava permissão para até 5 passageiros, ida e volta, com horário flexível por cerca de 32 euros. Os trens partem de hora em hora tanto de Berlim quanto de Dessau. Esse bilhete múltiplo saía mais barato do que duas passagens avulsas ida e volta. É só se dirigir aos guichês de atendimento e solicitar. Todos os atendentes falam inglês.

Bauhaus Dessau os tickets de visita podem ser adquiridos com antecedência no site da Bauhaus, existem vários tours guiados. Eu fiz a visita sem guia mas indico o passeio guiado para quem não é familiarizado com arquitetura. Eu comprei o tíquete que dava direito a visitar todos os prédios e casas dos professores.

Para quem quiser pernoitar em Dessau pode reservar um dos quartos disponíveis no antigo prédio de moradia dos estudantes. Pretendo fazer isso da próxima vez para poder conhecer as outras construções da Bauhaus na cidade.

Dentro do prédio principal tem um café com opções de sanduíches e saladas, foi nele que almocei. A outra opção é o Bauhaus Canteen, restaurante instalado no antigo refeitório dos alunos situado atrás do palco do anfiteatro.

Berlim

Bauhaus Archiv Museum Importante acessar o site para programar sua visita, atualmente o edifício está em reforma e reabrirá em 2019 por ocasião do centenário da Bauhaus.

Aproveite para ler o post com minha lista de restaurantes em Berlim.

RESTAURANTES EM BERLIM, COMER GASTANDO POUCO

 

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