Bauhaus em Dessau e Berlim 

Visitar a Bauhaus em Dessau e Berlim foi a realização de um sonho. Mas primeiro vem descobrir comigo o que foi a Bauhaus e qual a sua importância até os nossos dias.

Com certeza você já viu alguns desses móveis sendo vendidos em grandes redes de lojas de móveis. Eles foram pensados e desenhados pela Bauhaus. Além de uma centena de objetos como luminárias, talheres, jogos de pratos, xícaras enfim tudo o que usamos em nossa vida cotidiana tem um dedo da Bauhaus. Foram eles os grandes pensadores do novo design de objeto, pensado para ser produzido em escala industrial. Com qualidades de forma e função e podendo serem usados do trabalhador braçal até as camadas mais ricas da sociedade igualmente.

Na arquitetura uma nova forma de morar estava sendo pensada, soluções de projetos mais racionais, métodos construtivos mais rápidos e acessíveis. Tudo isso para atender a nova demanda que a vida moderna exigia.

bauhaus em dessau e berlim

O que é Bauhaus?

Bauhaus foi uma escola de arquitetura, artes e ofícios, fundada em 1919, após a 1a. Guerra Mundial na cidade de Weimar na Alemanha. Nesse período a República de Weimar designação histórica da Alemanha no período entre guerras buscava modernizar e desenvolver sua produção industrial para se equiparar ao desenvolvimento industrial da Inglaterra. A Bauhaus manteve suas atividades até 1933 tendo sido fechada pelo regime nazista pouco antes do início da 2a. Guerra Mundial. Durante seus quatorze anos de existência a Bauhaus passou por três cidades, Weimar, Dessau e Berlim.

Walter Gropius, arquiteto, fundador e primeiro diretor da Bauhaus, organizou a escola convidando artistas das mais variadas áreas para compor o corpo docente. Pintores, tecelões, arquitetos, escultores, escritores, estilistas, artesões e designers tinham a missão de criar a nova era do pensamento criativo, o que hoje chamamos de Modernismo.

Gropius dizia que o bom desenho (ou design), poderia reestruturar a sociedade alemã de maneira democrática. A famosa afirmação dele que “a forma segue a função” traria esse resultado. Na escola os alunos eram estimulados a experimentar as mais diversas vertentes das artes, do pensamento criativo e se despir das amarras sociais para só assim criar um pensamento livre e realmente novo.

Bauhaus em Dessau

Em 1925 a Bauhaus muda para a cidade de Dessau, região com um polo industrial grande e na época carente de moradia e institutos de pesquisa. É em Dessau que hoje podemos visitar os edifícios da escola. Um complexo de prédios de ateliês, auditório e moradia estudantil. É emocionante visitar esses edifícios onde o pensamento criativo foi tão profundamente estimulado.

Após visitarmos o complexo seguimos a pé, 30 minutos de caminhada, para a vila de casas destinadas aos mestres projetadas por Walter Gropius em 1926. 

Vila dos Mestres

Essas residências foram o resultado dos estudos para uma nova forma de morar, menos rebuscada e mais prática como os tempos modernos exigiam. As casas foram restauradas e algumas completamente reconstruídas como é a caso da Haus Gropius, destruída durante a guerra.

As casas de Walter Gropius e László Moholy-Nagy foram inteiramente mobiliadas com peças desenhadas por Marcel Breuer. Podemos ver alguns desses móveis em exposição. Todas as casas foram equipadas com os eletrodomésticos mais modernos da época. As cores internas das residências foram desenvolvidas por Paul Klee e Kandinsky seguindo os conceitos de seus trabalhos.

Passear por essas casas e imaginar artistas incríveis vivendo e produzindo ali foi incrível. Sentir um pouco de como todo pensamento moderno da arquitetura começou, perceber como até hoje a nossa forma de morar está relacionada ao que essa escola criou foi incrível. Outros moradores famosos da vila são: László Moholy-Nagy, Lyonel Feininger, Georg Muche, Oskar Schlemmer, Wassily Kandinsky and Paul Klee, com suas famílias.

Bauhaus em Berlim

Em 1932 a Bauhaus deixa Dessau e é transferida para uma fábrica desativada em Berlim. Após apenas um ano em abril de 1933 a Bauhaus é encerrada pela Gestapo. O prédio atual de Berlim, projeto de Walter Gropius foi inaugurado em 1979 para abrigar exposições e o acervo original da escola. 

Com previsão de inauguração para 2022 está em obras um novo edifício anexo ao prédio original, ele irá abrigar os novos espaços expositivos.

Aqui duas dicas de livros para quem quiser se aprofundar mais no assunto. O da Magdalena Droste é excelente, muito bem ilustrado e traça um panorama ótimo do que foi a Bauhaus. O de José Olympio foca em detalhes sobre Walter Gropius.

Bauhaus 1919 1933 de Magdalena Droste ou Walter Gropius e a Bauhaus de José Olympio

Aqui algumas frases famosas de Mies Van der Rohe, diretor da Bauhaus de 1930 até seu fechamento em 1933, que eu adoro.

Ser bom é melhor que ser original.

Menos é mais.

A arquitetura é a vontade de uma época traduzida em espaço.

Negamo-nos a reconhecer os problemas da forma, só aceitamos os problemas da construção. A forma não é o objetivo do nosso trabalho, mas apenas o seu resultado. A forma não existe por si mesma.

Como visitar

Dessau

De trem 1:30h de duração partindo da Berlin Hauptbahnhof (estação central). Comprei um bilhete que dava permissão para até 5 passageiros, ida e volta, com horário flexível por cerca de 32 euros. Os trens partem de hora em hora tanto de Berlim quanto de Dessau. Esse bilhete múltiplo saía mais barato do que duas passagens avulsas ida e volta. É só se dirigir aos guichês de atendimento e solicitar. Todos os atendentes falam inglês.

Bauhaus Dessau os tickets de visita podem ser adquiridos com antecedência no site da Bauhaus, existem vários tours guiados. Eu fiz a visita sem guia mas indico o passeio guiado para quem não é familiarizado com arquitetura. Eu comprei o tíquete que dava direito a visitar todos os prédios e casas dos professores.

Para quem quiser pernoitar em Dessau pode reservar um dos quartos disponíveis no antigo prédio de moradia dos estudantes. Pretendo fazer isso da próxima vez para poder conhecer as outras construções da Bauhaus na cidade.

Dentro do prédio principal tem um café com opções de sanduíches e saladas, foi nele que almocei. A outra opção é o Bauhaus Canteen, restaurante instalado no antigo refeitório dos alunos situado atrás do palco do anfiteatro.

Berlim

Bauhaus Archiv Museum Importante acessar o site para programar sua visita, atualmente o edifício está em reforma e reabrirá em 2019 por ocasião do centenário da Bauhaus.

Aproveite para ler o post com minha lista de restaurantes em Berlim.

RESTAURANTES EM BERLIM, COMER GASTANDO POUCO

 

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O 25Hours Bikini Hotel em Berlim é um exemplar do que está sendo chamado de millennial hotel e eu amo essa proposta. Tendo isso em mente garanto que você vai amar se hospedar nesse hotel que é a cara da Berlim atual.

Uma breve explicação sobre o que é um Millennial Hotel

Hotéis contemporâneos, com uma proposta jovem. Então não espere um ambiente tradicional.

São hotéis que oferecem além de conforto e bom serviço, uma internet gratuita e super veloz, decorações com a clara proposta de serem altamente instagramáveis (amo muito). Ambientes de lobby e bares abertos aos não hóspedes sem que isso afete a privacidade dos hóspedes. Muitos tem lounge com cafés e ambientes para reuniões de trabalho no melhor estilo coworking.

São preocupados e realizam ações para minimizar a geração de lixo. Usam produtos de higiene orgânicos. Em seus restaurantes dão preferencia aos fornecedores de alimentos locais. Pratos vegetarianos e veganos figuram em seus cardápios com naturalidade.

Podem ser de qualquer categoria, inclusive luxo, como é o caso do 1 Hotel Brooklyn Bridge, onde me hospedei em 2017.

25Hours Bikini Hotel

A localização achei ótima, no coração da Berlim Ocidental ao lado da estação Bahnhof Zoologischer Garten onde inclusive tem terminal de ônibus com linha direta para o aeroporto, mega prático. E com uma das vistas mais incríveis para Tiergarten e o Zoologischer Garten.

Para quem gosta de compras é um prato cheio, o Bikini Beriln, onde fica o hotel, é um complexo de lojas inaugurado em 1957 e foi revitalizado em 2014. A seleção de lojas e novos designers é incrível, além de muitas opções de restaurantes. Para quem é de São Paulo o complexo lembra bastante o Conjunto Nacional na Avenida Paulista.

25hours bikini hotel

Pertinho também da Tauentzienstraße , rua com muitas lojas que amamos, Adidas, Nike, Zara, Uniqlo, Lego Store, & Other Stories, Douglas ( a Sephora alemã) e a Incrível KaDeWe, a loja de departamentos mais chique da Alemanha.

Ele não fica no bairro badaladinho de Berlim, o Mitte mas com a incrível malha de metrôs, trens e trans isso não foi problema. Meu sonho morar numa cidade com um sistema assim. Para traçar os trajetos sempre uso o google maps e foi uma facilidade.

Algumas facilidades, internet rápida e gratuita em todo o hotel, modem wifi gratuito para os hóspedes usarem na rua. Bicicletas gratuitas, Minicooper à disposição, precisa agendar o uso do carro. Conta também com academia e sauna.

O Quarto

O meu quarto era um Jungle L, os Jungle tem vista para o parque e os Urban vista para a cidade. Quarto bem confortável e espaçoso com ambiente de estar com sofá, poltrona e rede de balanço. Cama no estilo tatame no chão, isso é importante saber, nem todo mundo gosta. Banheiro integrado ao quarto, com banheira separa da ducha, item importante também. Frigobar com os essenciais, águas saborizadas, sucos e vinhos. Nichos para guardar roupas e varão com cabides.

Minha única crítica ao quarto foi com relação à péssima iluminação da pia do banheiro. Durante o dia eu me maquiava próxima à janela e à noite tinha que acender a lanterna do telefone. Um verdadeiro pesadelo para quem gosta de se maquiar e um perigo para os homens que tem que se barbear na semi escuridão.

O NENI Restaurant

O NENI também está em alta em Berlim, fica ao lado do Monkey Bar portanto com uma vista linda da cidade. Eu só o frequentei no café da manhã que funciona no sistema buffet. São duas ilhas, uma com as opções quentes, com ovos, salsichas, bacon, tomates e batatas. A outra com queijos divinos, frios, iogurtes, geléias e muitos pães doces e salgados. Aliás voltei apaixonada pela panificação alemã.

O Monkey Bar

O bar do rooftop vive lotado e a fila para entrar está sempre cheia não importa o dia da semana mas os hóspedes tem acesso direto usando a chave do quarto. Um balcão de bar enorme no centro e várias poltronas,  almofadas e pequenas mesas funcionam no esquema sentem-se onde tiver lugar. Mesmo que você não se hospede no hotel vale à pena ir ao bar, mega animado.

O Lobby

Eu amei o lobby que funciona como um grande espaço de convivência. Vários sofás, redes, almofadas estão espalhados por todo ele. Computadores e impressoras à disposição dos hóspedes. Tem também um pequeno café que serve sanduíches, bolos, bebidas quentes e alguns drinks e vinhos. Além da loja fofa do hotel com uma curadoria de produtos bem ótima.

E aqui o post sobre os restaurantes que fui em Berlim.

Restaurantes em Berlim, comer gastando pouco.

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Restaurantes em Berlim, vamos começar pelo que interessa não é mesmo?

Nesse post vou mostrar os restaurantes que gostei em Berlim, o que eles tem em comum é o ótimo preço. Nessa viagem não fui em nenhum restaurante super caro, nem super famoso. Apenas lugares interessantes com comida boa e preços ótimos.

Nos restaurantes em Berlim come-se muito bem gastando bem pouco, achei menus de dois pratos com uma taça de vinho por €12, pratos bem servidos por €4, €6 a €10 por exemplo.

A cidade vai muito além dos famosos Currywurst (salsicha, com catchup, curry e batatas fritas) vendidos no meio da rua.

Por ser uma cidade com muitas comunidades de imigrantes logicamente os restaurantes em Berlim refletem isso. Há restaurantes de todos os tipos de culinária, árabes, chineses, turcos, coreanos, vietnamitas, japoneses entre outros.

Curiosidade, achei que fosse encontrar litros de mostardas nos restaurantes, santa inocência. As batatas fritas são servidas sempre e apenas com maionese. O catchup aparece para acompanhar os hambúrgueres. A mostarda só é servida para acompanhar salsichas e encontrei alguns restaurantes que nem tinham mostarda quando solicitei. Depois descobri a gafe culinária, é uma heresia pedir mostarda para as batatas 😉

Dica importante, muitos restaurantes em Berlim só aceitam pagamento em dinheiro, portanto certifique-se antes de fazer o seu pedido e evitar constrangimentos.

House of Small Wonders

Nosso brunch de sábado em Berlim foi nossa última refeição na cidade e merece ser a primeira dica dessa lista. House of Small Wonders é daqueles lugares encantadores, serviço simpático e delicado. Comida sensacional com ingredientes orgânicos, produtos regionais e cardápio incrível com influencia japonesa, uma delicadeza sem fim. Após as 10:00 da manhã a fila aumenta, não fazem reservas, pagamento só em dinheiro. Mas garanto, o melhor e mais charmoso brunch de Mitte.

Spreegold

Fica no shopping do momento o Bikini Berlin. No andar superior funciona o restaurante, bom para toda hora, não precisa de reserva. Hambúrgueres, massas, saladas e grelhados. Experimentamos o de carne, o de frango empanado e o vegetariano, todos estavam ótimos. As batatas doces fritas que acompanham são maravilhosas. No andar térreo funciona um café ótimo para um doce no meio do dia ou tomar café da manhã, há também saladas em potinhos e sanduíches frios rápidos para consumir ali ou em algum banco de praça.

Clarchens Ballhaus

Esse antigo salão de baile de 1913 vale a visita pela beleza e clima antiguinho do local. Sentamos nas mesas externas, um pátio enorme no meio de muros semi destruídos e jardim gostoso. A programação dançante é intensa, verifiquem no site, infelizmente não tive tempo para ir num desses eventos. Almocei um Schnitzel com salada de batatas e molho de cramberry que estava ótimo, as pizzas que pedimos estavam gostosas mas nada de extraordinário, ele fica no coração de Mitte um dos bairros mais legais para passear a pé.

L’Osteria Bikini Berlin

O L’Osteria fica também no complexo Bikini Berlin, vive lotado e bem animado. As massas que pedimos assim como as pizzas estão ótimas. Jantamos nele na noite anterior à Maratona, os meninos precisavam comer muito carboidrato antes da corrida. Achei um ótimo local para grupos de amigos e famílias.

Monkey Bar

O bar do momento em Berlim, a partir das 22:00 a fila para entrar fica imensa então se não quiser enfrenta-la chegue até 21:30. Ele fica na cobertura do 25 Hours Hotel Bikini, onde me hospedei. O ambiente é lindo, tem uma vista bem legal da cidade, música ótima e vive lotado todos os dias da semana. Os drinks são ótimos e caros €12 a €16 em média. Não estranhem a foto com ele vazio, fotografei ele durante o dia antes de abrir.

restaurantes em berlim

Kartoffel Kiste

O Kartoffet Kiste é típico restaurante alemão, fica na galeria em frente ao hotel que me hospedei, boa opção para quem estiver passeando pelas lojas da Tauentzienstraße, ele não é visível pela rua, só o achei porque fui fuçar a galeria. Preço muito bom e comida bem feita. Exceto o nhoque que minha irmã falou que estava um pouco pesado, achamos os pratos alemães pedidos bem gostosos. O atendimento foi simpático e ágil.

Tung Long

Restaurante vietnamita, super barato, vive lotado. Os pratos são preparados ali mesmo atrás do balcão do pequeno salão. Restaurante mega simples mas a comida divina, super fresca e bem preparada. A familia dona do restaurante se encarrega do atendimento e são super simpáticos. Só aceita pagamento em dinheiro. Tem umas cervejas diferentes bem gostosas, experimentei uma tailandesa e uma de arroz.

Acht&Dreissig

Esse restaurante foi indicação do pessoal do Visit Berlin, escolhi o menu de almoço que incluía couvert com pão e um patê de mostarda, salada, prato principal e uma taça de vinho, tudo por €12. O restaurante é uma graça e a comida muito boa. Fica em Mitte na mesma rua da Neue Sinagogue.

Muse Berlin

Outro jantar ótimo que valeu a viagem até um bairro mais afastado, indicação do Visit Berlin. O Muse é bar e restaurante, mais uma vez ambiente lindo, música ótima e comida sensacional. O prato que o Ale pediu de queijos diversos foi o mais lindo. Os hambúrgueres chegam fumegando em chapas de ferro quente. O meu falafel estava divino também. Peça drinks, a carta é ótima. Também gostei muito de andar pelo bairro bem residencial, calmo e bonito, cheio de lojinhas interessantes.

Steel Vintage Bikes Cafe

Valeu andar uma quadra a mais e descobrir esse pequeno e charmoso café dentro de uma loja de bicicletas vintage. Ele fica perto do Memorial ao Holocausto e é uma ótima opção para quem quer fugir dos restaurantes pega turista (tenho pavor) que tem próximo ao Memorial. No cardápio saladas, sanduíches, bolos, cafés, tudo muito gostoso e de brinde uma loja que mais parece um museu.

YamYam

Restaurante coreano super simples também, bem cheio. O cardápio é enorme e o que ajuda são as fotos de todos pratos. Mais uma vez come-se muito bem gastando bem pouco nele. Pedi o típico Bibimbab, uma tigela de pedra fumegante com arroz, muitos vegetais, camarões e ovo frito. O típico PF coreano, delicioso mas mega apimentado, então cuidado! O legal aqui é que podemos escolher o tipo de carne (frango, camarões, carne vermelha) para compor vários pratos.

Safran

Outro restaurante que entramos sem querer e acabou sendo ótimo. O persa Safran fica em Kreuzberg, um bairro com muitos imigrantes e que vale explorar, são muitos bares e restaurantes étnicos espalhado por ele. Os pratos tem preços de €4, €6 a €10 e são muito bem servidos. Comida super saborosa, simples e bem familiar ao paladar brasileiro.

Duo Sicilian Ice Cream

Pausa estratégica após o almoço para um sorvete. Paramos na Duo porque tinha fila e o lugar era uma graça. Não nos arrependemos. Sorveteria orgânica, com vários sabores veganos, provamos os de pistache, chocolate belga, café e maracujá, todos deliciosos e bem italianos. Também fica em Kreuzberg, estávamos a caminho da East Side Gallery.

Café Smyrna Nuts & Bar

Outra pausa estratégica, um café e um doce no fim da tarde. Doces árabes ótimos, castanhas de todos os tipos, salgadas ou cobertas de chocolates. Café ótimo, wifi e banheiro limpo, é tudo o que precisávamos após caminhar a East Side Gallery inteira.

Berliner Republik

Cara total de restaurante pega turista, na margem do rio Spree, fomos por indicação do hostel onde minha irmã se hospedou. Apesar da primeira impressão a comida é realmente boa tanto é que fomos duas vezes. A maior dica que dou é não sentarem nas mesas externas, o cheiro do rio não é muito bom e pode atrapalhar a refeição. As mesas internas são bem melhores e o restaurante é mega animado.

KaDeWe Food Floor

Essa dica é batida mas vamos lá. Se você quiser comprar chocolates, geléias, biscoitos, vinhos, cervejas, queijos, salsichas e toda a sorte de produtos das melhores marcas alemãs, o andar gastronômico da icônica loja Kaufhaus des Westens ou simplesmente KaDeWe é o melhor local. Lá você também encontra um charmoso café, além de alguns corners para um almoço rápido e bem gostoso. Por mim não sairia mais de lá.

restaurantes em berlim

Fiz um mapa lindo (modesta) com todos os restaurantes em Berlim para facilitar a vida de vocês.

Com link para os sites de cada um deles!

 

Aqui o post que escrevi sobre o hotel que me hospedei.

25Hours Bikini Hotel Um Millennial Hotel em Berlim

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– INSIDERS – trás a cada semana um convidado diferente, mostrando o lado pouco conhecido das cidades onde vivem ou visitam.-

Quem anda pelo centro de Hamburgo, inevitavelmente passa pelas ruas Spitalerstraße e Mönckebergstraße. As duas ruas concentram diversas lojas, cafés e escritórios, e são os principais canais de ligação entre a Prefeitura e a estação central de Hamburgo.

Porém, em meio a tantas vitrines e distrações, existe um prédio em especial que por vezes passa despercebido para os mais apressados, apesar da bela escultura de um centauro de bronze que marca sua entrada principal. É a Levantehaus, minha dica insider de Hamburgo.

A galeria é um oásis de silêncio e lojinhas tranquilas, perfeita para quem busca produtos de mais qualidade ou apenas uma pausa para um café em algum lugar fora do circuito turístico. Aqui você encontrará, por exemplo, desde marcas mais conceituais a lojas de presentes, decoração e sapatarias artesanais.

levantehaus

A Levantehaus foi construída em 1912 pelo arquitetos Franz Bach e Carl Bensel. À época, chamava-se Hubertushof e servia de escritório para a empresa de navegação Deutsche Levante-Linie. Assim como muitos prédios comerciais em Hamburgo, o prédio foi então rebatizado pelo nome da empresa que ali atuava. Daí o nome Levantehaus.

Detalhes para os mais observadores

Ao entrar na Levantehaus, os lampiões mais antigos e a calmaria do lugar já criam um clima muito diferente da correria lá fora. No interior, as esculturas de animais em extinção feitas por Barry Baldwin chamam a atenção para o teto e ao observá-las mais de perto, percebe-se uma clareira no centro do pátio. Olhe para o alto, pois lá em cima está o colorido vitral do sétimo andar, inspirado em mitos sobre a criação da vida. A obra é da artista Ada Isensee.

Os elevadores no térreo também são curiosos: de um lado, você pode ver como funcionava um elevador paternosterdo outro, um elevador atual, em vidro, cujas paredes externas retratam cenas do passado e hoje, como uma breve viagem no tempo.

Atualmente, os descendentes de Franz Bach ainda administram o prédio. Foi deles a ideia de reestrututrar o interior do prédio na década de 90 e de instalar lojas locais e/ou exclusivas, como uma alternativa às lojas de rede da rua Mönckebergstrasse. A partir do terceiro andar, a galeria dá lugar ao hotel Park Hyatt.

Enfim, eu poderia dizer que Hamburgo por si só é uma dica de insider para quem vem à Alemanha, pois mesmo com todos seus atrativos, ainda é desconhecida da maioria dos viajantes de fora do país. Mas agora que você já tem uma dica ainda mais local, já sabe o que fazer – e admirar –  quando vier a Hamburgo.

Levantehaus

Mönckebergstraße 7

Hamburg 20095

Horário: de segunda a sábado, de 10h às 19h (lojas). A galeria fica aberta 24h.

Rafaella Vilafranca

Sou carioca e moro na Alemanha desde 2010. Sou guia em Hamburgo e região e também escrevo os blogs Viagem Hamburgo e Maria de Lux. Instagram: @viagemhamburgo . Facebook: Viagem Hamburgo

Fontes: visita guiada à Levantehaus e livro “Levantehaus: Tradition und Moderne“ (Michael Seufert, Ed. Hoffmann und Campe)

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